Conheça o PET Produção e Política Cultural

Conheça o PET Produção e Política Cultural

http://novoportal.unipampa.edu.br/jaguarao/conheca-o-pet-producao-e-politica-cultural

Conheça o PET Produção e Política Cultural

Data de publicação  24/05/2019 – 14:06  Atualizado em  24/05/2019 – 14:06

Por  Simone Prior Prietsch

O Programa de Educação Tutorial – Produção e Política Cultural (PET-PPC) é desenvolvido por um grupo de 12 estudantes-bolsistas com tutoria de um docente-bolsista com princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e gestão. 

Foram duas gestões à frente do grupo PET-PPC: Prof. Dr. Alan Dutra (gestão 2013-2015) e Profa. Dra. Carla Rabelo (gestão 2015-2019). Vários bolsistas passaram pelo programa e várias atividades e projetos foram planejados pelos tutores e executados pelos bolsistas, sempre em criação conjunta pensando o campo da Cultura.

Agora o PET-PPC passa por renovação de tutor e passará também por renovação do grupo, conheça as Atribuições do tutor e dos bolsistas disponíveis no Manual de Orientações do PET, e abaixo também os blogs dos grupos com as atividades e projetos desenvolvidos:

2.2.7 do tutor:

  • planejar e supervisionar as atividades do grupo e dos alunos bolsistas e não bolsistas;
  • coordenar a seleção dos bolsistas e não bolsistas;
  • submeter a proposta de trabalho do grupo para aprovação pelo curso de graduação antes do envio à Pró-Reitoria de Graduação;
  • organizar os dados e informações sobre as atividades do grupo para subsidiar a elaboração do relatório da IES e a avaliação de consultores e avaliadores;
  • dedicar carga horária miníma de 8 horas semanais para orientação dos bolsistas e do grupo, sem prejuízo das atividades de sala de aula da graduação;
  • atender, nos prazos estipulados, às demandas da instituição e da SESu;
  • solicitar ao Comitê Local de Acompanhamento, por escrito, justificadamente, seu desligamento ou de aluno(s) bolsista(s);
  • controlar a freqüência e a participação dos bolsistas;
  • elaborar a prestação de contas da aplicação dos recursos recebidos, a ser encaminhada à SESu;
  • fazer referência a sua condição de bolsistas do PET nas publicações e trabalhos apresentados;
  • cumprir as exigências estabelecidas no Termo de Compromisso;
  • não receber qualquer outro tipo de bolsa. 

2.2.8 do Aluno Bolsista

  • zelar pela qualidade acadêmica do PET;
  • participar de todas as atividades programadas pelo professor tutor;
  • participar, durante a sua permanência no PET, de atividades de ensino, pesquisa e extensão;
  • manter bom rendimento no curso de graduação;
  • apresentar excelente rendimento acadêmico avaliado pelo tutor;
  • publicar ou apresentar, em evento de natureza científica, um trabalho acadêmico por ano, individualmente ou em grupo.
  • fazer referência à sua condição de bolsista do PET nas publicações e trabalhos apresentados;
  • cumprir as exigências estabelecidas no Termo de Compromisso.
  • dedicar-se, em tempo integral, às atividades do curso de graduação e do Programa de Educação Tutorial, com carga horária mínima de 20 horas semanais;
  • não receber qualquer outro tipo de bolsa. 
  • 1.4.2. Bolsistas
    1.4.2.1 Critérios de desligamento
  • O desligamento de um bolsista PET far-se-á por:
  • conclusão, trancamento de matrícula institucional ou abandono do curso de graduação;
  • desistência do bolsista;
  • rendimento acadêmico insuficiente no curso de graduação
  • acúmulo de duas reprovações após o seu ingresso no PET
  • descumprimento das obrigações junto à Coordenação do Curso de Graduação;
  • descumprimento do termo de compromisso e demais atribuições previstas no artigo 15 da Portaria 3.385, de 29 de setembro de 2005;
  • prática ou envolvimento em ações não condizentes com os objetivos do PET ou com o ambiente universitário.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/pet/manual-de-orientacoes

Conheça mais sobre PET-PPC (atividades e projetos): 

Gestão Prof. Dr. Alan Dutra (2013-2015): http://petproducaopoliticacultural.blogspot.com.br/

Gestão Profa. Dra. Carla Rabelo (11/2015 a 05/2019): https://petppc.wordpress.com

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Participações do PET-PPC em eventos científicos: SIEPE/UNIPAMPA e SICCAL/USP

Nos dias 6, 7 e 8 de novembro de 2018 foi realizado o 10º Salão internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE), evento que tem como proposta apresentar as formas de produção do conhecimento expostos pelos alunos dos dez campi da UNIPAMPA. O PET Produção e Política Cultural participou do evento com três bolsistas que apresentaram trabalhos orientados pela tutora do grupo Profa Dra Carla Rabelo. Além dos trabalhos, houve exposição das atividades do grupo PET pelo bolsista Thiago Godoy, e ainda apresentação da modalidade de Projeto de Ensino pela bolsista Athemis Fonseca. No dia 6, houve apresentação do trabalho proposto pelas bolsistas Nathalia e Camila, com apresentação de Thiago Godoy, que teve como tema; “CINECULT – AMÉRICA LATINA: A PRÁTICA DE CINEMA DA UNIVERSIDADE PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS”. Proposta voltada à produção cinematográfica da América Latina que representa o contexto político, social, econômico e cultural da região. O trabalho levou em consideração a II Semana Integrada LGBTQ+, expondo toda sua particularidade e sua metodologia de abrangência da comunidade externa, algo elogiado pela banca presente que ressaltou a dificuldade da inclusão da comunidade externa nos projetos realizados dentro dos muros da universidade. Portanto, o trabalho ganhou destaque por ser executado fora da universidade com presença de outros públicos, além do acadêmico. Para os dias subsequentes, as tarefas de responsabilidade do bolsista Thiago Godoy se concentraram no dia 8/11, começando a partir das 10 da manhã com outras duas apresentações. A primeira foi exposição do trabalho sobre “Semana LGBTQ+: das políticas públicas ao close certo’’. Apresentação das duas edições do evento que dura 1 semana completa e compõe palestras sobre saúde da comunidade LGBT, políticas públicas e linguagens artísticas: a peça Dama da Noite, a exposição fotográfica “Diversidade é resistir’’ e a celebração da arte Drag queen por meio do Prêmio Salto de Ouro que lotou o auditório do campus Jaguarão. Esta temática foi celebrada durante a apresentação do trabalho e houve elogio ao formato do evento pela banca do Siepe. Houve sugestão de uma pesquisa quantitativa para saber detalhadamente quem é aquele público e procurar entender sua opinião e como a atividade influencia. O segundo trabalho a ser apresentado foi o “Grupo de Estudos em Políticas Culturais – Dinâmica pedagógico e reflexão do campo cultural”. O formato estabelecido pelo grupo de estudos recorre ao modelo que é usado em alguns congressos, apresentando dois expositores que apresentam o texto, exploram seu conteúdo analiticamente e expõem os principais elementos dispostos para discussão. Após apresentação do texto, dois debatedores iniciam um diálogo com base no texto trazendo questões e outros prismas para análise do grupo e da tutora do grupo. No período das 12h da tarde, houve apresentação de todos os pet’s, cursos e núcleos. Foram utilizados trabalhos realizados desde 2015 para explorar a ideia e ações que o PET Produção e Política Cultural tem como proposta para um aperfeiçoamento dos olhares do mundo e metodologias aplicáveis no contexto ao qual está inserido. Como exemplo em detalhes, foi apresentado o projeto de Extensão da Semana LGBTQ+, mostrando as atividades e reflexões propostas pelo projeto. Também apresentamos o Cinecult com seu caráter de Projeto de Ensino e de Extensão, e por fim, o Grupo de Estudos em Políticas Culturais que incorpora o ensino e a pesquisa na sua filosofia de ação. Nos dias 12, 13 e 14 de novembro ocorreu o IV Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura na América Latina (SICCAL/USP) evento que tinha por sua vez interagir com a produção de conhecimento latino-americano de forma interdisciplinar. Com definição do próprio evento destacamos que o IV SICCAL pretende, a cada edição, reunir pesquisadores, intelectuais, lideranças de movimentos sociais, estudantes e público interessando do modo geral, dos países latino-americanos, para um encontro com o objetivo de debater as experiências de estudos e pesquisas que tem como fulcro a constituição de epistemologias que se inserem no que se convencionou chamar de pensamento descolonizado e como objeto de estudo, as experiências de movimentos sociais contemporâneos e a interface com a Cultura e a Comunicação. Representando a filosofia que o CELLAC/USP propõe, que é produção e a disseminação do conhecimento das culturas latinos americanas e de resistência ao instituído pelos conhecimentos coloniais. No dia 13, o bolsista Thiago Godoy apresentou o trabalho de pesquisa, orientado pela tutora do grupo Profa Dra Carla Rabelo, denominado “MAMBEMBARIA: Perspectivas sobre a democratização da arte teatral”. O trabalho relatou esta experiência acadêmica e através dela demonstrou o olhar de produtores culturais, onde analisamos pontos estratégicos para sanar déficits do desejo teatral, uma necessidade de arte que procuramos problematizar modelos de fomento que são atribuídos a coletivos e companhias. O objeto de estudo foi o projeto cultural 1ª Edição da Oficina MAMBEMBARIA de Teatro realizado pelo PET-PPC com a proposta de abraçar ensino, pesquisa e extensão. O trabalho também foi elogiado pela banca pela forma que é produzido e pensado, com a perspectiva de atingir não somente o público interno da universidade, mas externo também. Por fim, destacamos que foram experiências científicas importantes para a formação científica dos bolsistas que compõem o grupo PET-PPC. Estas participações foram possíveis com o uso da verba de custeio do grupo que entrou pela primeira vez (segundo semestre de 2018) e já demonstrou a importância que tem o investimento financeiro para realização de atividades científicas no Brasil. Viva a ciência brasileira!

DEVOLUTIVA CINECULTINHO

No dia 20 de outubro de 2018 no auditório do campus, aconteceu a edição especial do Dia das Crianças do Cinecultinho com a exibição do curta “Hilda”.
Hilda é uma garota curiosa  que embarca em diversas aventuras e nelas faz sempre novas descobertas sobre o mundo, fazendo novos amigos a cada nova experiência que vida lhe presenteia.
Nesta edição comemorativa, contamos com a presença de convidados especiais:  Fran Silveira professora de Yoga, Joice Freitas instrutora de Capoeira e Marcelo Chagas, professor de Hapkido, juntamente com xs instrutores Natália Cabugá e Julio Araújo que juntos proporcionaram um momento de conhecimento através da troca de experiências e saberes num aulão dessas práticas após a exibição.
“Foi um momento incrível de união entre práticas tão distantes, mas não distintas, na verdade, muito semelhantes dentro daquilo que ambas carregam como base e ensinamento: a paz e o respeito.” (CABUGÁ, Nathália)
O instigar ao reconhecimento do corpo, da interação dos diferentes, sendo eles os adultos e as crianças para as práticas foi o grande aprendizado da edição, os professores e instrutores puderam perceber através das oficinas o quanto é de grande importância a troca de conhecimentos, e que naquele momentos todos os adultos que estavam ali retornaram à infância quando tiveram que redescobrir novas formas de vivência e práticas culturais na coletividade. As crianças mostraram com a sua destreza que a melhor forma para reconhecer o diverso é a liberdade que se têm diante das novas experiências e aventuras na vida.

Devolutiva Grupo de Estudos “Para alimentar o desejo do Teatro”



Na terça-feira do dia 30 de novembro, demos início a segunda parte do Grupo de Estudos  deste ano de 2018, o Grupo PET, junto aos demais discentes interessados no campo das das artes cênicas, e que em sua maioria eram do Curso de Bacharelado em Produção e Política Cultural, se reuniram  no auditório da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA /Campus Jaguarão.
O texto que serviu de embasamento ao nosso primeiro encontro foi escrito pela Profª. Maria Lúcia de Sousa Barros Pupo, intitulado “Para alimentar o desejo de teatro”, de 2009. Ele foi apresentado pelos bolsistas petianos Breno Brito e Thiago Godoy, tendo como debatedores Renato Vieira e Roberto Carso. Como próprio título nos coloca, o objeto de pesquisa ou melhor de estudo de PUPO, será o teatro. 
Neste artigo que faz parte da edição da Revista Virtual Sala Preta, de 2009,  da USP, a professora irá examinar através de sua análise, um paralelo, das ações-sócio-culturais-teatrais desenvolvidas pelos teatros subsidiados pelas Prefeituras de Paris e como essas ações se refletem interseccionando as políticas públicas, fazendo com que possam garantir, tanto o desenvolvimento e a fruição de novas outras concepções e visões artísticas, bem como um projeto de concepções pedagógicas continuado, assessorado tanto pelas equipes técnicas dos teatros, pelos professores de Educação Artística na escolas de ensino médio e fundamental, como por artistas e cia. Teatrais subsidiadas por incentivo das Prefeituras e pelo Ministério da Cultura, ou seja, pelo governo  francês.
As colaborações e colocações, tanto dos apresentadores,  dos debatedores, da tutora e dos discente ali presentes, foram bastante enriquecedores para aludir às realidades brasileiras, e para alimentar ainda mais o desejo pelo teatro, entendendo-o como importante instrumento e ferramenta transformadora, ressignificando os capitais simbólicos pela “base” das plateias futuras, ou seja, pela a educação pedagógica. Desta maneira reestruturando, repensando todo uma sociedade brasileira e seu capital simbólico, assim como a arte que seja produzida e consumida por ela.





X COPENE (MG)

Nos dias 15, 16 e 17 de Outubro o bolsista petiano Breno Brito, participoudo Mini-Curso de Teatro Negro: teoria, práxis e cena preta, que foi realizadono X Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros – COPENE em Uberlândia, ano de 2018. Os encontros foram ministrados por Marcos Alexandre nos dois primeiros dias e no último dia por Soraya Martins, ambos acadêmicos pesquisadores do Teatro Negro. O bolsista ao longo dos três encontros pode compreender a imprescindível relevância do Teatro Experimental Negro, enquanto luta e resistência de uma cultura negra brasileira, assim como a enorme importância da figura do ator, diretor, economista, pintor, escritor e dramaturgo Abdias Nascimento para a história do Teatro Brasileiro, que foi o homenageado no evento deste ano com palestras e exposições voltadas para sua vida e obra. Foi possível constatar ainda, que na contemporaneidade dos dias atuais, os cursos brasileiros de teatro seguem sua formação e graduação sem uma cadeira específica voltada para os Estudos do Teatro Negro no Brasil, sendo ressaltado por uma das participantes do curso e professora, que talvez a USFC seja a primeira a apresentar dentro da sua grade curricular no 1ºsemestre de 2019, uma disciplina que busque abarcar ainda que minimamente este conteúdo. O bolsista ainda evidência que a principal temática tratada dentro desses três dias, que se pretenderam abarcar historicamente o percurso do Teatro Negro no Brasil, foi a importância de se pensar outros discursos e narrativas teatrais, seja pela luz e figurino ou mesmo cenografia e principalmente pela dramaturgia. Que esta não seja apenas um reflexo aos esteriótipos que permeiam o imaginário de uma sociedade racista à cultura negra e com isso para além e também das dramaturgia que partem das religiosidades de matrizes africanas, da dor da memória sofrida pelos escravizados, bem como pelas diferenças sociais na qual as personagens ocupam lugares periféricos como as favelas, almeja-se também, a ressignificação desses esteriótipos inseridos num outro novo capital simbólico. Possibilitando desta maneira uma cultura viva, orgânica e engajada, numa sociedade repensada e ressignificada nas suas ações, que viabilize através de suas políticas públicas culturais o fomento, fruição e criação de novos outros poderes simbólicos, mais plural e diversificando, aceitando diferenças culturais e as minorias silenciadas há muito tempo no nosso processo histórico, que diga NÃO AO PRECONCEITO, NÃO AO RACISMO E NÃO ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS! Evoé, muito Axé e Merda!

Primeira devolutiva Projeto MAMBEMBARIA

No dia 22 de setembro de 2018, aconteceu a primeira aula do projeto Oficina Mambembaria, produzido pelo grupo PET-PPC e encabeçado pelo petiano Renato Vieira.  

O projeto que se desenvolverá até dezembro deste ano vigente, contou com a participação de discentes de diversos cursos: letras, pedagogia, história e produção e política cultural, do campus Jaguarão.  Os professores Roberta Postale e Gustavo Brocker são alunos do oitavo semestre do curso de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e, em parceria com a UNIPAMPA, farão suas aulas em caráter de estágio formal,imprescindível para suas formações acadêmicas. Desde modo todos vivem experiências formativas ímpares: o PET-PPC e seus petianos pela troca de histórias e experiências, além de vivenciarem diretamente os processos de criação e produção de um trabalho teatral; a comunidade acadêmica que recebe uma nova atividade; e os professores-licenciandos a experiência prática, parte da formação superior.  

Devolutiva 2° Semana de Formação, Cultura e Trabalho – SESC/SP

A petiana Athemis Fonseca representou o grupo PET-PPC na 2ª Semana de Formação, Cultura e Trabalho promovida pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc que aconteceu em São Paulo do dia 16 ao dia 18 de outubro de 2018.

A primeira atividade intitulada “Educação e Dinâmica social, entrelaces entre cultura e educação” apresentada pelo ex-secretário de cultura da cidade de São Paulo e professor da ECA/USP, Carlos Augusto Calil. Foi dado um panorama histórico a respeito das políticas culturais no Brasil passando pela Era Vargas com Mário de Andrade, pelo governo Collor e a primeira extinção do MinC. Compartilhando um pouco da sua atuação na Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, como também sua atuação no Centro Cultural de São Paulo. Algumas questões levantadas foram a importância da transversalidade na cultura, unindo as práticas sociais, como esporte e lazer, para que a cultura seja mais ativa na vida em sociedade. A necessidade da cultura ser entendida pelo Estado como um campo de desenvolvimento humano que necessita de investimento tanto quanto a área da ciência e tecnologia. E ainda a apropriação dos espaços culturais por parte da população é um fator indispensável para se fazer política cultural, assim recuperando a importância das bibliotecas públicas e centros culturais como espaços de educação e sociabilidade.

Neste mesmo dia aconteceu a mesa “Experiências e desafios para formação livre na área cultural”, onde foram apresentados projetos sociais de formação livre a crianças, jovens e adultos, os projetos apresentados foram o Instituto Querô de audiovisual que atua no litoral sul paulista apresentada por Tammy Weis e a SP Escola de Teatro que atua no centro da cidade de São Paulo apresentada pelo seu diretor executivo Ivam Cabral.

O segundo dia de atividade contou com a presença da consultora e pesquisadora em políticas culturais Isaura Botelho, “Formação, política cultural e desenvolvimento”, sua abordagem para a temática foi a partir da organização das instâncias federais, estaduais
e municipais. Chamando a atenção para o município como principal veículo de tensionamento entre sociedade civil e Estado. Isaura Botelho, levando em consideração nosso atual momento político, coloca também duas questões para reflexão: O que podemos propor neste atual cenário de retrocesso?; Como não desmobilizar-se?

Seguindo então para a mesa “Desafios da formação na área artística e cultural e suas respectivas cadeias produtivas”, onde o circo foi representado pela Arena Circus e pela Circo Escola Diadema, sendo apresentada as escolas, sua atuação formativa e suas necessidades ante a falta de políticas públicas de cultura que contemplem as especificidades do circo, como por exemplo a falta de terrenos disponíveis para os circos itinerantes. Em relação às escolas foi colocado a falta de editais que contemplem pesquisa e formação.

O terceiro e último dia foi marcado pela presença do professor e pesquisador da UFBA, Antônio Albino Canelas Rubim. Sua abordagem foi acerca das formas de financiamento da cultura no Brasil, onde o mesmo chamou a atenção para a complexidade da cultura e do seu campo. Alguns dados foram levantados afim de ilustrar algumas questões como o fato de 97% dos beneficiados pelas leis de incentivo serem pessoas jurídicas. Albino Rubim mostrou também que alguns estados se encontram com as leis de incentivo e fundo de cultura inativos, o que nos traz grande preocupação devido a diversidade cultural presente em nosso país. Ele tensiona que o campo cultural deve ter uma luta continuada por mais recursos e por outros modelos de financiamento que contemplem um maior número de indivíduos. E que apesar do momento político ao qual vivenciamos atualmente onde há muito inimigos políticos da cultura há-se também muitos apoiadores do campo cultural e por isso é necessário encontrar estes pontos de conexão para tensionar estas e outras demandas do campo da cultura.

A mesa da dança foi conduzida pelas experiências de Gal Martins da Cia. Sansagroma e Firmino Pitanga da Cia. Treme Terra, ali surgiram questões como a formação do sujeito periférico, a masculinidade negra periférica e a importância do território na arte, fazendo referência a esse sujeito periférico que busca formação em dança nas zonas centralizadas das cidades evidenciando a partir daí a violência simbólica e às vezes até física que esse sujeito sofre quando essa formação não é sensível com as subjetividades dos indivíduos, reforçando a ideia de que todo corpo é político e que não se faz possível separar corpo e mente, pois são essas subjetividades que dão potência ao fazer artístico. A mesa sobre teatro foi conduzida por Elder Sereni Ildefonso professor na ETEC das Artes, Lígia Cortez do Célia Helena Centro de Artes e Educação, e Luiz Fernando Marques da Escola Livre de Teatro de Santo André e Grupo XIX de Teatro. A mesa trouxe questões bem semelhantes às da dança, resgatando a essência do teatro de arena como um fazer teatral engajado e político. E que o teatro está representando as realidades e dessa forma revela os sistemas sociais, preconceito, exclusão, violência etc. O Luiz Fernando Marques traz como exemplo duas artistas que participaram da Escola Livre de Teatro de Santo André e usam sua arte de forma política, causando rupturas nos sistemas vigentes, Linn da Quebrada e Liniker.

CineCultinho | PET – PPC Apresenta: Hilda

No mês das crianças, o CineCultinho irá exibir a animação Hilda, uma produção cheia de aventuras.

Hilda é uma menina de cabelos azuis que vive em seu dia a dia grandes desafios, o seu mundo é repleto de criaturas mágicas e amizades inesquecíveis. Hilda é confiante e embarca em uma fantástica e divertida jornada de muitas descobertas.

A animação é uma daquelas realizadas para crianças, mas que acaba chamando a atenção também do público adulto por sua leveza e carisma da personagem principal e, é claro, que você não vai ficar de fora dessa.

Logo depois da exibição, haverá um aulão de capoeira, hapkido e yoga, então, chama a família, os amigos e amigas e vem participar desse dia especial com a gente!

INFORMAÇÕES:

    • Quando: Sábado, 20 de outubro de 2018, às 14h30.
    • Onde: Unipampa
    • Título original: Hilda
    • Duração: 24 minutos
  • Classificação: Livre

CineCultinho Hilda (2)


			

Devolutiva XI Área Académica Queer – UDELAR (UY)

O petiano Renato Vieira esteve na Universidad de La Republica, em Montevideo (UY) apresentando dois artigos acadêmicos referentes a áreaLGBTQ+, durante o XI

Seminario Académico Queer.

O artigo “Cultura LGBGTQ+ em ações universitárias para
pensar o campo das políticas

publicas” de autoria da tutora do PET-PPC/professora Dra Carla Rabelo e Grupo PET-PPC,
foi apresentado no dia 24 de setembro de 2018, e debateu questões referentes a ações afirmativas e as formas de implementação de atividades vo

ltadas para
esta população. O mote principal do trabalho

acadêmico foi a “Semana LGBTQ+”, projeto idealizado e realizado pelo PET-PPC
desde o ano de 2017.

O outro trabalho apresentado foi o “A Censura das artes sobre
gênero no contexto brasileiro atual”, que tem como autores, Renato Vieira (bolsista do PET-PPC) e Francisco Trindade, discente do curso de Produção e Política Cultural (UNIPAMPA), artigo orientado pela tutora do grupo PET. Este artigo traz como temática a
censura pelo viés das artes cênicas e plásticas, trazendo como recorte dois momentos específicos: o fechamento da exposição

QueerMuseu,
no Santander Cultural e o boicote

público ao espetáculo teatral “O Evangelho segundo
Jesus, rainha do céu”, interpretado pela atriz transexual Renata Carvalho. A apresentação aconteceu no dia 26 no auditório da instituição, no campus de

Ciências Sociais. O
fomento às publicações científicas está no

horizonte do grupo PET-PPC, principalmente publicações internacionais como esta no Uruguai que proporcionou
experiências em diversidade muito

além do campo acadêmico.