CineCult – Mostra NÃO Temer!

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Nesse mês de maio o PET Produção e Política Cultural apresentará no CineCult a Mostra Não Temer! A mostra exibirá três filmes com a temática trabalhista, com o intuito de debater os direitos dos trabalhadores, que foram duramente conquistados e que correm grandes riscos de serem retirados. Os filmes exibidos serão:

• Eles não usam black-tie – 22/05 – Debatedores: Cristiane Ricordi, Tônia Ribeiro e Allan Cereda.

• Besouro – 25/05 – Debatedores: Walker Pincerati, Gabriela Aveiro e Raicilane Santana.

Participação especial: Jéssica Barbosa.

• Eu, Daniel Blake – 26/05 – Debatedores: Vera Guimarães, Guinter Tlaija Leipnitz e Camilla Lourenço.

As três exibições ocorrerão às 19h30 no gramado frontal da UNIPAMPA/Jaguarão. Venham assistir e debater conosco!

FILME: ELES NÃO USAM BLACK-TIE

Direção: Leon Hirszman

Ano de lançamento: 1981

Gênero: Drama

Classificação: 14 anos

Duração: 120 min.

Nacionalidade: Brasil

Sinopse por: Adoro Cinema

Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião (Carlos Alberto Riccelli) e sua namorada Maria (Bete Mendes) decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.

Mais sobre o filme por Milena Cristina Almeida:

O PET – Produção e Política Cultural exibirá o filme Eles não usam Black-tie (1981) dentro da Mostra NÃO TEMER! do CineCult deste mês, no dia 22 as 19 horas e 30 min no gramado da UNIPAMPA/Jaguarão, com a proposta de debater questões relativas a vida de trabalhadores. A obra dirigida por Leon Hirszman – diretor de Nelson Cavaquinho e ABC da Greve – é baseada na peça de mesmo nome (1958) de Gianfrancesco Guarnieri, que inclusive protagonizou o filme. Eles não usam Black-tie também conta com Fernanda Montenegro, Bete Mendes e Milton Gonçalves no elenco. A narrativa discute as condições de vida, de trabalho, de lazer, relações familiares e de sociabilidade de trabalhadores de uma metalúrgica no final dos 70. A linha narrativa do filme é conduzida através do conflito de pai e filho, ambos trabalhadores da metalúrgica, em que o pai é um líder sindical que aposta na ação coletiva para a resolução de questões colocadas para os trabalhadores, enquanto que o filho se posiciona de maneira individualista.

O filme estabelece um profundo diálogo com os nossos tempos ao trazer questões tão proeminentes na história da classe trabalhadora brasileira como a criminalização e repressão de movimentos grevistas; prisão arbitrária de lideranças sindicais; condições precárias de trabalho e vida; e a resistência dos trabalhadores. Um grande filme que além de abordar o sempre presente conflito capital-trabalho, versa sobre questões cotidianas e distintas visões de mundo de trabalhadores (tema central na obra de Hirszman).

FILME: BESOURO

Direção: João Daniel Tikhomiroff

Ano de lançamento: 2009

Gênero: Ação, drama, fantasia

Classificação: 14 anos

Duração: 95 min.

Nacionalidade: Brasil

Sinopse por: Adoro Cinema

Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

Mais sobre o filme por Raicilane Santana:

O dia 13 de maio é uma data não-comemorativa onde se demarca a abolição da escravatura no Brasil. Entendendo as problemáticas que envolvem este acontecimento, o PET Produção e Política Cultural realizará a exibição do filme Besouro dentro do Cinecult Mostra Não Temer! A proposta é refletir sobre a relação de trabalho a qual os negros eram submetidos no período pós-abolição e quais são os reflexos que reverberam no contexto atual.

FILME: EU, DANIEL BLAKE

Direção: Ken Loach

Ano de lançamento: 2016

Duração: 121 min.

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

Nacionalidades:  Reino Unido, França, Bélgica

Sinopse por: Adoro Cinema

Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação. Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo governo, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.

Mais sobre o filme por Camilla Lourenço:

O longa britânico vencedor do prêmio Palma de Ouro, “Eu, Daniel Blake”, carrega em suas cenas, minuto após minuto, o sufocamento excruciante causado pela burocracia que incide sobre um ser humano que busca por um benefício que é seu por direito. Por lei.

O filme do diretor Ken Loach aborda as tremendas contradições de um sistema engessado e repleto de processos segregatórios. Em contrapartida, demonstra também a união presente entre aqueles que sofrem com as dificuldades impostas por esse sistema. O relacionamento construído entre os personagens é calcado no apoio mútuo, na empatia, na sensibilidade de compreender o outro. A sensibilidade necessária para as relações humanas que a tecnologia na tela de um computador não é capaz de expressar.

“Eu, Daniel Blake”, para muito além de uma excelente obra cinematográfica, é uma narrativa extremamente necessária. É o drama que milhões de trabalhadores vivem diariamente. São as entranhas do problema expostas através de um – aparentemente – simples carpinteiro britânico impedido de trabalhar por um problema de saúde, ao mesmo tempo que não consegue assegurar o seu direito para ser capaz de sobreviver ao problema. É o desespero de uma mãe que passa fome para que os seus filhos possam ter o mínimo de alimentação. “Eu, Daniel Blake” é uma denúncia à essa doença social que se alastra por todo o globo.

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