DEVOLUTIVA: 1ª Mostra de Cinema Uruguaio

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1ª Mostra de Cinema Uruguaio

Nos dias 11, 23, 26, 30 de outubro foram exibidas as sessões da 1ª Mostra de Cinema Uruguaio, na Universidade Federal do Pampa.

LA VIDA ÚTIL

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O filme La Vida ÙTIL do diretor Federico Veiroj, exibido no dia 11 de outubro no auditório da Unipampa, pelo grupo PETPPC, abriu a Mostra do Cinema Uruguaio, com o intuito de estreitar os laços com nossos vizinhos de fronteira e trazer ao público participante novos olhares acerca de uma cinematografia ainda pouco difundida.

O filme conta a história de Jorge, um programador técnico da Cinemateca Uruguaya que sofre com as mudanças causadas pela inserção do mercado na programação e principalmente com a ausência de apoio estatal e políticas públicas de apoio ao funcionamento da Cinemateca. Além desses aspectos o filme retrata temas de importância ímpar para o curso de Produção e Política Cultural como: patrimônio, fomento público, instituição e espaço cultural e linguagens artísticas.

EL ÚLTIMO TREN

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Na última segunda-feira, dia 23 de outubro de 2017, foi realizada a segunda exibição da Mostra de Cinema Uruguaio, com o filme El Último Tren. A obra retrata de uma maneira muito bonita o valor da memória e do patrimônio para as sociedades, uma dimensão que o capitalismo opera para ser esquecida no século XXI. A produção evoca um debate já muito conhecido pelo campo da cultura e também da história sobre até que ponto o valor monetário de uma propriedade pode se sobrepor e se fazer mais importante do que o valor histórico, simbólico e cultural que formam um patrimônio.

Com uma frase emblemática “El patrimônio no se vende!”, o diretor Diego Arsuaga conduz a história de luta de três homens pelos seus ideais, mas muito acima disso, pela preservação de uma memória e também do imaginário que atinge e perpassa diversas gerações.

TANTA ÁGUA

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No dia 26 de outubro de 2017 ocorreu a terceira exibição da Mostra de Cinema Uruguaio, na Unipampa, com a exibição do filme Tanta Água (ganhador do Prêmio Especial do Júri no TIFF Awards em 2013) das diretoras Ana Guevara e Leticia Jorge. O enredo girou em torno da relação entre um pai divorciado e seus dois filhos durante as férias que na expectativa do pai deveriam ser maravilhosas, no entanto não para de chover e as frustrações começam a aparecer.

Esta exibição abordou temas como a juventude, amizade e alteridade proporcionando ao público uma experiência repleta de emoção e debates acerca dos temas propostos.

25 WATTS

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O filme “25 Watts” de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll (2001) dirigido e escrito pelos mesmos realizadores de “Whisky” (eleito o melhor filme latino-americano dos últimos 20 anos – 2013), conta a história de três amigos, Javi (Jorge Temponi), Seba (Alfonso Tort) e Leche (Daniel Hendler). Os 3 personagens jovens e desempregados em Montevideo, no Uruguai, tentam sobreviver a mais um domingo tedioso, numa cidade que pouco (ou nada) acontece, além de enfrentarem os seus problemas com os estudos consumindo constantemente bebidas alcoólicas e cruzando com personagens estranhos como o atendente de uma locadora que “possuía pretensões filosóficas”. O filme foi exibido no dia 30 de outubro de 2017, no auditório do Campus Jaguarão/UNIPAMPA, e compôs a “I Mostra de Cinema Uruguaio” do PET Produção e Política Cultural que teve como objetivo fomentar a produção cinematográfica uruguaia, visto que a Instituição está localizada em território de fronteira com o país.

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Cartaz divulgação

Devolutiva: Palestra Virtual com Célio Turino

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Palestra Virtual com Célio Turino

O Projeto de extensão Cultura em Debate – Experiências Compartilhadas e Ecologia de Saberes do PET Produção e Política Cultural realizou na quinta-feira (09/11/2017), às 10h, na Unipampa-Jaguarão uma palestra virtual com o historiador, pesquisador, e militante da área da cultura Célio Turino com o tema “Pontos de Cultura”. No primeiro momento Célio nos pediu para falar um pouco sobre o curso de Produção e Política Cultural e achou de extrema importância e relevância social a formação nessa área, além de ser exercício de resistência.

Começou o bate-papo nos dizendo que há outras formas de pensar e agir, pois chegou o momento de descolonizarmos nossas mentes e corpos, nos desmercantilizarmos e nos despatriarcalizarmos. Salientou que estamos vivendo numa era que as pessoas estão muito infelizes, devido a uma manipulação dos afetos tristes (medo, ódio, insegurança, desconfiança, incerteza). O filósofo Espinosa falava sobre esses afetos. E quando a sociedade potencializa e estimula esses afetos tristes os cultivando e manipulando, acaba-se gerando uma profunda sensação de infelicidade, de tristeza e até depressão. É o que está acontecendo atualmente no Brasil, principalmente no setor das políticas públicas e nos modos de organização social. Porém também existem os afetos alegres (esperança, desejo, força, solidariedade) que devem ser estimulados para começar a mudar a realidade do país, o nosso modo de organização social, de economia para a sociedade sair dessa tristeza.

No séc. XVII se disseminou a ideia de que a Economia seria ou capitalista ou socialista, mas não há somente essas. Hoje existem muitas outras formas econômicas, como por exemplo a economia da dádiva, da reciprocidade, do cuidado, a solidária, a popular, a circular, a economia viva, que trabalham numa perspectiva de que o ser humano faz parte da natureza, assim se tem uma relação de respeito com a mesma, e sem exploração do outro, fazendo o exercício da alteridade. Sempre em busca do bem-estar do indivíduo e da comunidade, que é o oposto da ideia da economia exploratória (capitalista) que explora a natureza, retirando recursos de maneira infinita, e o trabalhador, que é tratado como uma mera mão de obra. Precisamos romper com o modelo de economia tradicional e fomentar essas outras formas de economia, como as presentes nas relações de produções dos nossos ancestrais, dentro das tribos indígenas, nas comunidades rurais, nas comunidades quilombolas. Assim, por meio de outras formas de economia, também estamos falando da descolonização do pensar.

Célio nos relata que quando esteve trabalhando no Ministério da Cultura, na construção do Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, se viu dentro dessa lógica diferente do modelo capitalista vigente. Pensou nessas outras formas de se relacionar socialmente e economicamente, através dos estímulos desses afetos alegres. Teve um momento no qual alcançaram 3.500 Pontos de Cultura em 1.100 municípios, 30.000 postos de trabalho, beneficiando mais de 8 milhões de pessoas. Obviamente que foi muito bom, e muito significativo, mas é um número muito pequeno em se tratando de Brasil.

No momento atual, os pontos de cultura vivem certo desmonte e a fala de Célio Turino vem para nos motivar na luta pelo campo cultural, não permitindo o esfacelamento de ações relevantes para a sociedade e, também, para as demais economias possíveis.

Esse foi um pouco do que foi abordado na palestra virtual com o Célio Turino. Nosso modelo de palestra é uma alternativa do PET-PPC para estreitar relações diante das dificuldades em realizar palestras presenciais, e para que se possibilitem trocas de experiências e bate-papos com pessoas de suma relevância para nossa formação como produtores culturais, gestores em políticas públicas e interessadxs.

Agradecemos a presença de todas e todos pelos relatos, reflexões e trocas de conhecimentos.

Até a próxima! Axé!

Cultura em Debate – Experiências Compartilhadas e Ecologia de Saberes

Foto divulgação

PET – PPC no 9° Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – UNIPAMPA (SIEPE)

 

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Bolsistas Gezilane Silvestre, Athemis Fonseca, Karina Brisolla e Raicilane Santana

O 9° Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE) da Universidade Federal do Pampa ocorreu em Santana do Livramento-RS, entre os dias 21 e 23 de novembro de 2017. Estiveram presentes no evento a tutora e mais cinco bolsistas do grupo PET-PPC: Raicilane, Karina, Athemis, Gezilane e Pollyanna.

Os trabalhos apresentados (Cinecultinho: Uma Experiência de Produção Cultural para Crianças; Grupo de Estudos em Políticas Culturais: Reflexão, Formação e Transformações; Relato de Experiência CineCult: Prática cineclubista como uma atividade de formação; Cultura em Debate/Ecologia de Saberes: Relato de Experiências Compartilhadas em Jaguarão/RS ) pelas bolsistas refletiram os projetos e a essência do grupo, bem como a relevância das atividades desenvolvidas. Foi uma oportunidade de visibilizar o esforço do PET-PPC, bem como socializar questões alusivas à produção cultural.

Além de apresentar trabalhos referentes as atividades desenvolvidas dentro do PET-PPC, o grupo participou ativamente das reuniões que tinham por mote discutir e deliberar ações importantes para todos os grupos PET da UNIPAMPA. Momento de nos conhecermos e nos confrontarmos com conquistas e limitações.

Por fim, mesmo com algumas problemáticas de organização, o SIEPE funcionou enquanto fator fortalecedor para o grupo PET-PPC, visto que oportunizou um momento de construção de conhecimentos, contestação de saberes absolutos, além da experiência adquirida. Desta forma, o grupo se encontra ainda mais maduro em sua atuação, seja na pesquisa, no ensino, na extensão ou na autogestão.