DEVOLUTIVA GRUPO DE ESTUDOS “MULHER, NEGRA, FAVELADA E PARLAMENTAR: RESISTIR É PLEONASMO” DE MARIELLE FRANCO.

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No dia 18 de maio de 2018, o Grupo de Estudos em Políticas Culturais abordou o ensaio de Marielle Franco “Mulher, negra, favelada e parlamentar: resistir é pleonasmo”, apresentado pelas bolsistas Karina Constantino e Êmily de Araújo e debatido pelos bolsistas Roberto Carso e Tiago Godoy. O texto, que traça um panorama do golpe de 2016, pontuando as opressões enfrentadas por uma mulher ocupando um espaço de poder e evidenciando sua trajetória como vereadora da cidade do Rio de Janeiro, compõe a publicação da coleção CULT “O Golpe na perspectiva de gênero”, organizado por Linda Rubim e Fernanda Argolo.

A análise integra a seguinte conjuntura: Michel Temer como presidente interino e Marcelo Crivella, bispo ligado a uma das maiores instituições religiosas do país, como atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro, município onde a vereadora negra e socióloga com origem na favela da Maré, enfrentava a problemática de um discurso patriarcal, sistemático, conflituoso em detrimento de a uma política balizada nas relações de gênero, raça e classe.

O ensaio evidencia o grande entrave gerado por alianças políticas firmadas entre partidos que não compartilham da mesma ideologia, uma dicotomia marcada pela peleja: de um lado os interesses das classes dominantes construídos sobre pilares moralistas e tradicionais sistematicamente estabelecidos e de outro, estratégias que buscam romper o avanço do capital e desenvolver uma sociedade pautada em razão das diferenças e da dignidade humana.

Mesmo se tratando de um texto que discute a triste e recorrente situação de uma sintomática político-social que oprime mulheres, populações negras e indígenas e promove a violência nas periferias através de mecanismos institucionais, principalmente com políticas públicas, que deveriam promover e evidenciar uma sociedade mais justa e igualitária, as palavras de Marielle Franco carregam o otimismo que nos aponta para uma utopia que devemos buscar como fonte, uma força para continuar resistindo e defendendo àquilo que já deveria ser universalmente óbvio, quando se trata dos direitos à vida.

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