Devolutiva Grupo de Estudos “Para alimentar o desejo do Teatro”



Na terça-feira do dia 30 de novembro, demos início a segunda parte do Grupo de Estudos  deste ano de 2018, o Grupo PET, junto aos demais discentes interessados no campo das das artes cênicas, e que em sua maioria eram do Curso de Bacharelado em Produção e Política Cultural, se reuniram  no auditório da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA /Campus Jaguarão.
O texto que serviu de embasamento ao nosso primeiro encontro foi escrito pela Profª. Maria Lúcia de Sousa Barros Pupo, intitulado “Para alimentar o desejo de teatro”, de 2009. Ele foi apresentado pelos bolsistas petianos Breno Brito e Thiago Godoy, tendo como debatedores Renato Vieira e Roberto Carso. Como próprio título nos coloca, o objeto de pesquisa ou melhor de estudo de PUPO, será o teatro. 
Neste artigo que faz parte da edição da Revista Virtual Sala Preta, de 2009,  da USP, a professora irá examinar através de sua análise, um paralelo, das ações-sócio-culturais-teatrais desenvolvidas pelos teatros subsidiados pelas Prefeituras de Paris e como essas ações se refletem interseccionando as políticas públicas, fazendo com que possam garantir, tanto o desenvolvimento e a fruição de novas outras concepções e visões artísticas, bem como um projeto de concepções pedagógicas continuado, assessorado tanto pelas equipes técnicas dos teatros, pelos professores de Educação Artística na escolas de ensino médio e fundamental, como por artistas e cia. Teatrais subsidiadas por incentivo das Prefeituras e pelo Ministério da Cultura, ou seja, pelo governo  francês.
As colaborações e colocações, tanto dos apresentadores,  dos debatedores, da tutora e dos discente ali presentes, foram bastante enriquecedores para aludir às realidades brasileiras, e para alimentar ainda mais o desejo pelo teatro, entendendo-o como importante instrumento e ferramenta transformadora, ressignificando os capitais simbólicos pela “base” das plateias futuras, ou seja, pela a educação pedagógica. Desta maneira reestruturando, repensando todo uma sociedade brasileira e seu capital simbólico, assim como a arte que seja produzida e consumida por ela.





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X COPENE (MG)

Nos dias 15, 16 e 17 de Outubro o bolsista petiano Breno Brito, participoudo Mini-Curso de Teatro Negro: teoria, práxis e cena preta, que foi realizadono X Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros – COPENE em Uberlândia, ano de 2018. Os encontros foram ministrados por Marcos Alexandre nos dois primeiros dias e no último dia por Soraya Martins, ambos acadêmicos pesquisadores do Teatro Negro. O bolsista ao longo dos três encontros pode compreender a imprescindível relevância do Teatro Experimental Negro, enquanto luta e resistência de uma cultura negra brasileira, assim como a enorme importância da figura do ator, diretor, economista, pintor, escritor e dramaturgo Abdias Nascimento para a história do Teatro Brasileiro, que foi o homenageado no evento deste ano com palestras e exposições voltadas para sua vida e obra. Foi possível constatar ainda, que na contemporaneidade dos dias atuais, os cursos brasileiros de teatro seguem sua formação e graduação sem uma cadeira específica voltada para os Estudos do Teatro Negro no Brasil, sendo ressaltado por uma das participantes do curso e professora, que talvez a USFC seja a primeira a apresentar dentro da sua grade curricular no 1ºsemestre de 2019, uma disciplina que busque abarcar ainda que minimamente este conteúdo. O bolsista ainda evidência que a principal temática tratada dentro desses três dias, que se pretenderam abarcar historicamente o percurso do Teatro Negro no Brasil, foi a importância de se pensar outros discursos e narrativas teatrais, seja pela luz e figurino ou mesmo cenografia e principalmente pela dramaturgia. Que esta não seja apenas um reflexo aos esteriótipos que permeiam o imaginário de uma sociedade racista à cultura negra e com isso para além e também das dramaturgia que partem das religiosidades de matrizes africanas, da dor da memória sofrida pelos escravizados, bem como pelas diferenças sociais na qual as personagens ocupam lugares periféricos como as favelas, almeja-se também, a ressignificação desses esteriótipos inseridos num outro novo capital simbólico. Possibilitando desta maneira uma cultura viva, orgânica e engajada, numa sociedade repensada e ressignificada nas suas ações, que viabilize através de suas políticas públicas culturais o fomento, fruição e criação de novos outros poderes simbólicos, mais plural e diversificando, aceitando diferenças culturais e as minorias silenciadas há muito tempo no nosso processo histórico, que diga NÃO AO PRECONCEITO, NÃO AO RACISMO E NÃO ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS! Evoé, muito Axé e Merda!

Primeira devolutiva Projeto MAMBEMBARIA

No dia 22 de setembro de 2018, aconteceu a primeira aula do projeto Oficina Mambembaria, produzido pelo grupo PET-PPC e encabeçado pelo petiano Renato Vieira.  

O projeto que se desenvolverá até dezembro deste ano vigente, contou com a participação de discentes de diversos cursos: letras, pedagogia, história e produção e política cultural, do campus Jaguarão.  Os professores Roberta Postale e Gustavo Brocker são alunos do oitavo semestre do curso de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e, em parceria com a UNIPAMPA, farão suas aulas em caráter de estágio formal,imprescindível para suas formações acadêmicas. Desde modo todos vivem experiências formativas ímpares: o PET-PPC e seus petianos pela troca de histórias e experiências, além de vivenciarem diretamente os processos de criação e produção de um trabalho teatral; a comunidade acadêmica que recebe uma nova atividade; e os professores-licenciandos a experiência prática, parte da formação superior.  

Devolutiva 2° Semana de Formação, Cultura e Trabalho – SESC/SP

A petiana Athemis Fonseca representou o grupo PET-PPC na 2ª Semana de Formação, Cultura e Trabalho promovida pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc que aconteceu em São Paulo do dia 16 ao dia 18 de outubro de 2018.

A primeira atividade intitulada “Educação e Dinâmica social, entrelaces entre cultura e educação” apresentada pelo ex-secretário de cultura da cidade de São Paulo e professor da ECA/USP, Carlos Augusto Calil. Foi dado um panorama histórico a respeito das políticas culturais no Brasil passando pela Era Vargas com Mário de Andrade, pelo governo Collor e a primeira extinção do MinC. Compartilhando um pouco da sua atuação na Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, como também sua atuação no Centro Cultural de São Paulo. Algumas questões levantadas foram a importância da transversalidade na cultura, unindo as práticas sociais, como esporte e lazer, para que a cultura seja mais ativa na vida em sociedade. A necessidade da cultura ser entendida pelo Estado como um campo de desenvolvimento humano que necessita de investimento tanto quanto a área da ciência e tecnologia. E ainda a apropriação dos espaços culturais por parte da população é um fator indispensável para se fazer política cultural, assim recuperando a importância das bibliotecas públicas e centros culturais como espaços de educação e sociabilidade.

Neste mesmo dia aconteceu a mesa “Experiências e desafios para formação livre na área cultural”, onde foram apresentados projetos sociais de formação livre a crianças, jovens e adultos, os projetos apresentados foram o Instituto Querô de audiovisual que atua no litoral sul paulista apresentada por Tammy Weis e a SP Escola de Teatro que atua no centro da cidade de São Paulo apresentada pelo seu diretor executivo Ivam Cabral.

O segundo dia de atividade contou com a presença da consultora e pesquisadora em políticas culturais Isaura Botelho, “Formação, política cultural e desenvolvimento”, sua abordagem para a temática foi a partir da organização das instâncias federais, estaduais
e municipais. Chamando a atenção para o município como principal veículo de tensionamento entre sociedade civil e Estado. Isaura Botelho, levando em consideração nosso atual momento político, coloca também duas questões para reflexão: O que podemos propor neste atual cenário de retrocesso?; Como não desmobilizar-se?

Seguindo então para a mesa “Desafios da formação na área artística e cultural e suas respectivas cadeias produtivas”, onde o circo foi representado pela Arena Circus e pela Circo Escola Diadema, sendo apresentada as escolas, sua atuação formativa e suas necessidades ante a falta de políticas públicas de cultura que contemplem as especificidades do circo, como por exemplo a falta de terrenos disponíveis para os circos itinerantes. Em relação às escolas foi colocado a falta de editais que contemplem pesquisa e formação.

O terceiro e último dia foi marcado pela presença do professor e pesquisador da UFBA, Antônio Albino Canelas Rubim. Sua abordagem foi acerca das formas de financiamento da cultura no Brasil, onde o mesmo chamou a atenção para a complexidade da cultura e do seu campo. Alguns dados foram levantados afim de ilustrar algumas questões como o fato de 97% dos beneficiados pelas leis de incentivo serem pessoas jurídicas. Albino Rubim mostrou também que alguns estados se encontram com as leis de incentivo e fundo de cultura inativos, o que nos traz grande preocupação devido a diversidade cultural presente em nosso país. Ele tensiona que o campo cultural deve ter uma luta continuada por mais recursos e por outros modelos de financiamento que contemplem um maior número de indivíduos. E que apesar do momento político ao qual vivenciamos atualmente onde há muito inimigos políticos da cultura há-se também muitos apoiadores do campo cultural e por isso é necessário encontrar estes pontos de conexão para tensionar estas e outras demandas do campo da cultura.

A mesa da dança foi conduzida pelas experiências de Gal Martins da Cia. Sansagroma e Firmino Pitanga da Cia. Treme Terra, ali surgiram questões como a formação do sujeito periférico, a masculinidade negra periférica e a importância do território na arte, fazendo referência a esse sujeito periférico que busca formação em dança nas zonas centralizadas das cidades evidenciando a partir daí a violência simbólica e às vezes até física que esse sujeito sofre quando essa formação não é sensível com as subjetividades dos indivíduos, reforçando a ideia de que todo corpo é político e que não se faz possível separar corpo e mente, pois são essas subjetividades que dão potência ao fazer artístico. A mesa sobre teatro foi conduzida por Elder Sereni Ildefonso professor na ETEC das Artes, Lígia Cortez do Célia Helena Centro de Artes e Educação, e Luiz Fernando Marques da Escola Livre de Teatro de Santo André e Grupo XIX de Teatro. A mesa trouxe questões bem semelhantes às da dança, resgatando a essência do teatro de arena como um fazer teatral engajado e político. E que o teatro está representando as realidades e dessa forma revela os sistemas sociais, preconceito, exclusão, violência etc. O Luiz Fernando Marques traz como exemplo duas artistas que participaram da Escola Livre de Teatro de Santo André e usam sua arte de forma política, causando rupturas nos sistemas vigentes, Linn da Quebrada e Liniker.

CineCultinho | PET – PPC Apresenta: Hilda

No mês das crianças, o CineCultinho irá exibir a animação Hilda, uma produção cheia de aventuras.

Hilda é uma menina de cabelos azuis que vive em seu dia a dia grandes desafios, o seu mundo é repleto de criaturas mágicas e amizades inesquecíveis. Hilda é confiante e embarca em uma fantástica e divertida jornada de muitas descobertas.

A animação é uma daquelas realizadas para crianças, mas que acaba chamando a atenção também do público adulto por sua leveza e carisma da personagem principal e, é claro, que você não vai ficar de fora dessa.

Logo depois da exibição, haverá um aulão de capoeira, hapkido e yoga, então, chama a família, os amigos e amigas e vem participar desse dia especial com a gente!

INFORMAÇÕES:

    • Quando: Sábado, 20 de outubro de 2018, às 14h30.
    • Onde: Unipampa
    • Título original: Hilda
    • Duração: 24 minutos
  • Classificação: Livre

CineCultinho Hilda (2)